Editoras acusam Mackenzie de censura após veto de participação em feira do livro

Reprodução/Redes Socias/CAJMJr

As editoras Boitempo e Contracorrente acusaram a reitoria da Universidade Presbiteriana Mackenzie de censura após terem sua participação na Feira do Livro vetada pela reitoria. O evento que acontece ao longo desta semana em São Paulo é organizado pelo Centro Acadêmico João Mendes Jr., que representa os estudantes de direito.

Para as editoras, o ato da reitoria do Mackenzie se deu em função do tipo de conteúdo publicado pela Boitempo e a Contracorrente. “Duas editoras que, de maneira aberta e franca, estão engajadas na disseminação de pensamento crítico no Brasil, inclusive no âmbito jurídico, são as atingidas pela decisão”, afirmaram em nota de repúdio.

Segundo o centro acadêmico, a justificativa oferecida pela universidade para o veto à participação das editoras na Feira do Livro foi a de que elas não trabalham com “livros doutrinários e legislação de uso acadêmico”. Boitempo e Contracorrente também questionaram o motivo na nota divulgada.

“Talvez tivesse sido melhor não motivar a decisão, tamanho o absurdo. Ambas as editoras ostentam um consistente catálogo na área do Direito, composto, aliás, por obras de professores da Faculdade de Direito do Mackenzie”, diz o texto, que termina condenando a ação: “Registramos publicamente o nosso mais veemente repúdio a este ato de censura”.

Neste sábado (20), o Centro Acadêmico João Mendes Jr. publicou em sua página no Facebook um texto no qual afirma que apenas seis editoras puderam participar da Feira do Livro por motivo de espaço físico. “Optamos por seis editoras que representassem a maior pluralidade possível a fim de realizar a feira ainda nesse semestre”.

Após listar as participantes do evento, o centro acadêmico do curso de direito do Mackenzie ressaltou: “Todas com diversas publicações, jurídicas, filosóficas e políticas, das mais diversas correntes de opinião”.

Fonte: Portal IG