Jornalista Ricardo Boechat morre em acidente com helicóptero em São Paulo

Diculgação

Morreu nesta segunda-feira (11) o jornalista e apresentador Ricardo Boechat, aos 66 anos de idade, em São Paulo. O âncora da TV Bandeirantes e rádio BandNews FM era um dos ocupantes do helicóptero que se acidentou no início desta tarde na alça de acesso do Rodoanel para a Rodovia Anhnaguera, na zona oeste da capital.

"É com profundo pesar que, nesses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar que o jornalista, pai de família, companheiro e maior âncora da televisão brasileira, Ricardo Boechat, morreu hoje em um acidente de helicóptero, no Rodoanel, aqui em São Paulo", anunciou o também jornalista José Luiz Datena, na TV Bandeirantes.

Ricardo Boechat retornava de uma viagem a Campinas, no interior paulista, onde ele havia realizado uma palestra. O helicóptero que transportava o jornalista atingiu caminhão que havia acabado de passar pela praça de pedágio da rodovia Anhanguera. Segundo testemunhas, a aeronave se preparava para realizar pouso de emergênia na pista, mas acabou colidindo com o caminhão, que não teve tempo hábil para frear.

A colisão provocou incêndio na pista, que foi completamente extinto por volta das 13h por 11 equipes do Corpo de Bombeiros enviadas ao local. De acordo com a concessionária que administra aquele trecho do Rodoanel, a CCR Rodoanel Oeste, o motorista do caminhão foi socorrido com ferimentos "leves".

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) usou as redes sociais para lamentar a morte de Ricardo Boechat. O ex-presidente Michel Temer (MDB) também escreveu que a morte do âncora representa "lamentável perda para o jornalismo brasileiro" e transmitiu mensagem à família de Boechat.

A segunda vítima do acidente aéreo foi o piloto Ronaldo Quattrucci, que costumava atuar no aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. Ele deixa dois filhos jovens, Rodrigo e Amanda. 

No momento do acidente, ele pilotava um helicóptero modelo Bell 206B, que tem capacidade para até quatro pessoas. De acordo com os registros da Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave de prefixo PT-HPG foi fabricada em 1975 e era de propriedade da empresa RQ Serviços Aéreos Especializados. A reportagem do iG tentou contato com a empresa, mas não obteve sucesso.

O acidente será investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Ao iG, o órgão informou que investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), já desenvolvem ação inicial para o processo de investigação.

Segundo o Cenipa, essa etapa "possui o objetivo de coletar dados, fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos". "A investigação realizada pelo Cenipa tem o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram".

Os bombeiros foram acionados às 12h14 e enviaram 11 equipes ao local. O helicóptero Águia da Polícia Militar também foi ao local para prestar apoio às operações.

A queda da aeronave se deu pouco à frente de uma praça de pedágio situada na altura do quilômetro 23 da Rodovia Anhanguera, sentido interior. A pista da rodovia foi totalmente bloqueada e houve congestionamento tanto para quem trafegava no sentido capital, quanto para quem seguia viagem em direção ao interior.

O acidente com o helicóptero se deu horas após um ciclista morrer após ser atropelado também na Rodovia Anhanguera, na altura de Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Esse acidente ocorreu na altura do quilômetro 21 da rodovia, sentido Rodoanel. O ciclista chegou a ser resgatado, mas não resistiu aos ferimentos.

Fonte: Portal IG