Tiroteio em catedral de Campinas completa um mês e polícia prorroga inquérito

Gustavo Freitas/ iG Imagem

Nesta sexta-feira (11), completa-se um mês do ataque de um atirador dentro da Catedral de Campinas que matou seis pessoas e deixou outras três feridas. Ainda sem uma conclusão do caso, a Polícia Civil decidiu prorrogar o inquérito por mais 30 dias para buscar a solução sobre a motivação de Euler Fernando Grandolpho em abrir fogo no local.

No dia 11 de dezembro de 2018, Euler entrou na Catedral de Campinas minutos após o término da missa do meio-dia. Depois de sentar em um dos primeiros bancos, o criminoso apontou uma revólver aos fiéis e abriu fogo, deixando cinco mortos e três feridos. Após a ação de policiais militares, que entraram na igreja após os sons de tiros, o atirador atirou contra si próprio, se suicidando.

Logo no início das investigações, a polícia concluiu que o atirador agiu sozinho, apesar de ter frequentado um comércio popular próximo da catedral minutos antes.

Ao fazer buscas na residência de Euler, em um condomínio de Valinhos, cidade vizinha de Campinas, a polícia encontrou um diário, em que o criminoso deixava claro que “se sentia perturbado” e que planejou um ataque de grandes proporções. A conclusão inicial foi de que ele entrou na igreja de maneira aleatória, sem ter premeditado o local para cometer o crime.

De acordo com o chefe da Polícia Civil de Campinas, José Henrique Ventura, a última testemunha – uma vítima que sobreviveu ao ataque – ainda precisa ser ouvida e, por isso, o inquérito precisou ser prorrogado por mais 30 dias. Esta testemunha foi uma das hospitalizadas para a retirada de uma bala e, por isso, ainda não prestou depoimento.

O crime gerou grande comoção. Durante dias, fiéis deixaram flores em frente da igreja e diversas missas foram realizadas em homenagens às vítimas de Euler Fernando Grandolpho. Apesar de todo o abalo, os cultos seguem normalmente e a Catedral de Campinas recebe milhares de pessoas por dia.

Fonte: Portal IG