Fake news! Jornalista que morreu de H1N1 não era militante antivacinas

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A morte da jornalista Bre Payton, de apenas 26 anos, chocou os Estados Unidos. A jovem, que era repórter do site conservador The Federalist e já havia feito uma série de aparições do canal de televisão Fox News, foi vítima da gripe H1N1 e, logo após a morte, também foi vítima das fake news.

Por conta de tweet do ano de 2011, quando tinha apenas 19 anos, Payton foi apontada como "militante do movimento antivacinas", mas a verdade é que a jovem, que de fato abordou uma série de assuntos polêmicos em seus textos e comentários, jamais fez parte do movimento Anti-Vaxxer. A fake news, que começou nas redes sociais, rapidamente tomou noticiarios norte-americanos e também brasileiros.

Na postagem em questão, a então estudante escreve o seguinte: "Tosse forte: o estado (da California) pede para que mais pessoas se vacinem // NÃO! Vacinas são do demônio". O tweet, que parece ter sido feito em tom jocoso, é a única citação de Bre Payton sobre o assunto vacinação, seja nas redes sociais ou em seu trabalho.

É verdade que a carreira de Payton, mesmo que tenha sido curta, foi lotada de polêmicas. Em seus textos, a repórter criticou o Obamacare, o movimento Me Too, a legalização do aborto e o que chamou da "morte da masculidade". Apesar das opiniões controversas, a jovem parecia adepta das teorias da conspiração. Em um de seus textos mais famosos, ela faz uma denúncia contra a igreja da Cientologia. Seu foco, no entanto, era a política.

Bre Payton morreu aos 26 anos vítima de gripe H1N1 e de meningite. A jovem foi encontrada em seu quarto por uma amiga desmaiada e quase sem respirar no dia 27 de dezembro. Ela chegou a ser socorrida e internada, mas não resistiu e acabou morrendo no dia seguinte.

Em uma de suas muitas homenagens a jornalista, o site The Federalist, onde Bre trabalhava, afirmou que ela era uma "estrela em ascensão". "Bre iluminava a vida de todos ao seu redor", diz a nota, que é assinada por toda a equipe do portal, que não se pronunciou sobre as fake news envolvendo a morte da repórter.

Fonte: Portal IG