Governo diz que 17% das vagas do Mais Médicos ainda não foram preenchidas

Divulgação/ Ministério da Saúde

O último balanço do programa Mais Médicos , divulgado nesta sexta-feira (11)pelo Ministério da Saúde, aponta que das 8.517 vagas abertas após a saída dos médico cubanos  1.462 ainda não foram preenchidas, número representa 17,2% dos postos de trabalho.

Na quinta-feira (10), o prazo para que médicos brasileiros com registro profissional no país se apresentassem nos locais onde escolheram atuar terminou. Nesta fase dos novos editais do Mais Médicos, dos 1.707 que se inscreveram nesta etapa de seleção, 1.087 compareceram aos municípios escolhidos.

As 620 vagas que não foram ocupadas foram somadas a outras 842 que também não tinham sido preenchidas após o fim da primeira etapa, encerrada em 18 de dezembro. Agora, as mais de 1,4 mil vagas serão oferecidas a médicos que têm diploma estrangeiro — mesmo sem a revalidação do documento.

Os brasileiros formados no exterior escolhem os locais de atuação nos dias 23 e 24 de janeiro. Em seguida, se sobrarem vagas, estrangeiros formados fora do país podem escolher municípios onde trabalhar, nos dias 30 e 31 de janeiro. De acordo com o Ministério da Saúde, 10.205 médicos brasileiros ou estrangeiros formados no exterior completaram a inscrição de participação no programa.

O programa foi criado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff, com o objetivo de ampliar a assistência em regiões com carência de profissionais. Desde novembro, novos editais vêm sendo lançados com o objetivo de substituir os 8.517 cubanos que atuavam em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEI).

De início as vagas foram abertas somente aos médicos brasileiros com registro no país, porém, nos últimos dias 3 e 4, os médicos formados no exterior puderem selecionar as vagas que ainda não haviam sido preenchidas.

O médico Luiz Henrique Mandetta assumiu o Ministério da Saúde e alegou que pretende reformar o programa, devido à escassez de profissionais para preencher o total de vagas.

Segundo o novo ministro, O Brasil tem aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento deste número em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados.

“Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde”, afirmou Mandetta sobre o programa Mais Médicos.

Fonte: Portal IG