Organizadores do Oscar respondem a acusações de Roman Polanski

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Após Roman Polanski anunciar que está processando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a organização — que é responsável pelo Oscar — veio a público se defender. O diretor de "Chinatown" e "O bebê de Rosemary" questiona na Justiça a sua expulsão da instituição. Para ele, o processo de expulsão não seguiu os devidos protocolos. 

"Os procedimentos para expulsar o sr. [ Roman Polanski] foram justos e razoáveis. A Academia considera a sua decisão apropriada", rebateu um porta-voz da Academia.

Polanski foi expulso da instituição em maio do ano passado. De acordo com o processo, a decisão da Academia de expulsá-lo "não é embasada por descobertas, e as descobertas da Academia não são embasadas por evidências". O diretor deseja que a decisão seja revertida e que a Academia arque com todos os gastos do processo.

"Nós estamos investigando se o procedimento foi justo. Eles o expulsaram sem aviso e ser dar a ele a chance de se defender. Não houve nem sequer um aviso do motivo", afirmou o advogado de Polanski, Harland Braun, à revista Variety.

A decisão de expulsar Polanski aconteceu em meio à repercussão do movimento #MeToo, que denunciou abusos sexuais em Hollywood. Em 1977, o diretor foi preso por estuprar uma adolescente de 13 anos. Desde então, ele vive na França para evitar ser preso nos EUA.

O histórico de Polanski era conhecido há décadas pela indústria e pelo público geral, e não impediu que o diretor continuasse a trabalhar e a ter seus trabalhos bem-recebidos — em 2003, ele venceu o  Oscar por "O pianista".

No entanto, a situação mudou com a emergência do movimento #MeToo, que trouxe à tona novas denúncias contra grandes nomes da indústria do entretenimento, como o comediante Bill Cosby e o produtor Havery Weinstein. Como Roman Polanski, os dois últimos também foram expulsos da Academia após diversas mulheres relatarem ter sido vítimas de abuso. 

Fonte: Portal IG