Preço médio da gasolina atinge R$ 4,36, o maior valor desde novembro

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço da gasolina atingiu o maior valor desde novembro do ano passado, tanto nas refinarias quanto nos postos. Enquanto o preço pago pelo consumidor direto na bomba chegou à média de R$ 4,362, nas refinarias o valor médio atingiu R$ 1,8326, após o último aumento, de 1,5%.

Os dados, compilados pelo AE-Taxas, são do balanço semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e abrangem o período entre 24 a 30 de março. O maior preço da gasolina da última semana foi de R$ 5,988, no Rio de Janeiro, e o mínimo de R$ 3,599, em São Paulo.

Em todo o Brasil, 12 estados tiveram a gasolina comercializada por um preço médio inferior ao valor nacional. São eles: Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. O menor preço médio é visto em Roraima (R$ 3,978).

Os aumentos podem chegar a pressionar a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), repetindo o que foi visto no ano passado, sobretudo no período que antecedeu a greve dos caminhoneiros. Um dos fatores que impulsiona o aumento de preço da gasolina é a desvalorização do real frente ao dólar. Na última semana, em função de incertezas sobre a reforma da Previdência e tensões políticas, a moeda norte-americana chegou a ultrapassar R$ 4.

Entre os outros principais combustíveis, os preços médios na última semana pelo País foram de:

Já o preço médio da gasolina em cada estado brasileiro na última semana foi de:

Nas últimas semanas, o aumento do valor dos combustíveis chegou a fazer parte de novas reinvindicações de caminhoneiros, que ameaçavam nova paralisação nacional. As três principais demandas da categoria eram: o respeito ao piso mínimo da tabela do frete; a implantação de mais pontos de parada e descanso; e uma intervenção do Estado para controlar os aumentos no preço do óleo diesel.

O governo, em negociação, anunciou a criação do cartão caminhoneiro, que funcionará como espécie de 'pré-pago' do diesel para a categoria. "Os caminhoneiros que passarem no posto de combustível vão pagar o preço do óleo diesel do dia. Isso é uma vantagem, garante a eles que seu frete não será consumido por possíveis reajuste no preço do óleo diesel [durante uma viagem de fretamento]", disse o presidente Jair Bolsonaro na semana passada, em live no Facebook. De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, Bolsonaro tem um "amor muito grande" pela categoria.

Fonte: Portal IG