EUA e Rússia disputam apoio na ONU para resolver situação da Venezuela

Reprodução/Flickr

Os Estados Unidos apresentaram uma projeto com medidas para resolver a situação na Venezuela ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Os norte-americanos pedem que o país de Nicolás Maduro facilite o acesso de ajuda humanitária internacional e realize novas eleições presidenciais. Em resposta, a Rússia propôs outra resolução.

Na última sexta-feira (8), Moscou enviou aos membros do Conselho um "texto alternativo" ao apresentado por Washington, segundo diplomatas. A proposta russa expressaria preocupação com "tentativas de intervenção em questões que estão essencialmente sob jurisdição doméstica" e "ameaças de uso da força contra a integridade territorial e a independência política" da Venezuela.

O projeto apresentado pelos EUA, ao contrário, expressa "pleno apoio" do Conselho de Segurança à Assembleia Nacional Venezuelana, controlada pela oposição, definindo-a como a "única instituição democraticamente eleita no país". Manifestando "preocupação com a violência e o uso excessivo da força contra manifestantes pacíficos", o texto também pede um processo político que conduza a eleições presidenciais "livres, justas e credíveis".

O projeto norte-americano ressalta a necessidade de evitar uma "deterioração adicional da situação humanitária" na Venezuela, assolada por grave crise econômica e política, e de facilitar a entrega de ajuda aos que necessitam.

Washington ainda não indicou uma data para que o texto seja votado. Fontes diplomáticas afirmam que a Rússia – que endossa a presidência de  Nicolás Maduro e acusa os EUA de apoiarem um golpe de estado no país – utilizará seu direito de veto para barrar a resolução.

Para ser aprovada, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU precisa de nove votos entre seus 15 membros e não pode ser vetada por nenhum dos cinco integrantes permanentes do grupo: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

Moscou e Washington estão em lados opostos na atual disputa pelo poder na Venezuela. Enquanto os EUA declaram apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, a Rússia segue apoiando Maduro.

Além dos EUA, mais de 40 países já declararam apoio ao oposicionista Guaidó, entre eles Brasil, Alemanha e uma série de outras nações sul-americanas. Maduro ainda conta com o apoio não apenas de Moscou, mas também das Forças Armadas venezuelanas e da China, entre outros aliados.

*Com informações da Agência Brasil e da Deutsche Welle

Fonte: Portal IG