Após Bolsonaro relacionar Psol a Adélio, sigla nega envolvimento em atentado

POLÍCIA MILITAR / DIVULGAÇÃO

Citado por Jair Bolsonaro nas últimas imagens gravadas com o presidente no Hospital Albert Einstein, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) divulgou uma nota na manhã desta segunda-feira (11), repudiando, mais uma vez, o atentado contra o então candidato à Presidência da República pelo PSL, no ano passado.

"O Psol repudiou o atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro à época e denunciou a escalada de violência no processo eleitoral", diz a nota. "O partido defende que o autor confesso do atentado responda por seus atos, independente de ter sido filiado", informa o comunicado assinado pelo presidente nacional do partido, Juliano Medeiros.

O posicionamento do partido se fez necessário depois que, em suas declarações, Bolsonaro citou o fato do seu agressor confesso, Adélio Bispo de Oliveira, já ter sido psolista no passado. "Esse crime, essa tentativa de homicídio, esse ato terrorista praticado por um ex-integrante do Psol não pode ficar impune", disse Bolsonaro no vídeo de ontem.

De acordo com a legenda – que levou o candidato Guilherme Boulos à disputa pela Presidência da República no ano passado – o presidente eleito insiste em mencioná-la, sempre que fala da facada sofrida em Juiz de Fora, Minas Gerais.

"Lamentamos que o presidente Jair Bolsonaro insista em mencionar o Psol a cada manifestação sobre o ocorrido, já que não há qualquer relação entre nosso partido e o atentado", afirma a nota do partido.

Por fim, a legenda ainda insinuou que o fato do presidente citá-la tem relação com uma tentativa de "desvio de atenção" do público a respeito de denúncias envolvendo a família Bolsonaro. Um dos assuntos aos quais o partido de refere é o caso Queiroz, que envolve o filho do presidente, o deputado Flávio Bolsonaro

"Para nós trata-se de tentativa deliberada de associar o Psol a um crime pelo qual o partido não tem qualquer responsabilidade com o intuito de desviar a atenção para as denúncias envolvendo familiares, correligionários e ministros de Bolsonaro", afirma. "Essa não é atitude adequada para um Presidente da República", encerra.

Fonte: Portal IG