Bolsonaro demite secretário de imprensa uma semana após nomeação

Agência Brasil

Agência Brasil Bolsonaro demite secretário de imprensa uma semana após nomeação Uma semana após ser nomeado como Secretário de Imprensa da Presidência, o jornalista Paulo Fona foi demitido nesta terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro . Em nota divulgada nesta noite, Fona diz que decisão partiu de Bolsonaro e atrela a dispensa ao seu histórico profissional com passagens pelo MDB, PSDB e PSB. Este é o terceiro secretário de imprensa a deixar o posto. A exoneração ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

"A decisão da minha exoneração pelo Presidente da República me pegou de surpresa. Fui convidado para assumir a Secretaria de Imprensa, alertei-os de meu histórico e minha postura profissional e a intenção de ajudar na melhoria do relacionamento com a mídia em geral. O desafio era imenso, sempre soube, mas esperava maior profissionalismo, o que não encontrei. Em todos os governos que passei de diferentes partidos - MDB, PSDB e PSB - sempre trabalhei com o objetivo de tornar a Comunicação mais ágil, eficiente e transparente e leal às propostas da gestão", escreveu Fona, que foi contratado para fazer o relacionamento com jornalistas.

Com quase 40 anos de carreira, Fona já foi secretário de comunicação e porta-voz de dois governos do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Ele também comandou a comunicação do governo Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul, e a campanha eleitoral do atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), para o Senado, em 2014.

"Construí minha carreira profissional com meus próprios méritos e defeitos. Obrigado a todos os jornalistas que me acolheram de maneira calorosa e esperançosa de que o relacionamento mudaria", completou.

Fona chegou ao Planalto ocupar o cargo que havia sido deixado vago após o jornalista Fernando Diniz pedir exoneração em menos de um mês por divergências com o chefe da Secom, Fabio Wajngarten . O posto também havia ficado vago no começo do governo Bolsonaro, até ser ocupado pelo coronel do Exército Alexandre Lara, que foi nomeado em 20 de fevereiro e exonerado em maio.

O jornalista foi convidado oficialmente no final de julho por Wajngarten e pelo ministro Luiz Eduardo Ramos , da Secretaria de Governo, a qual está subordinada a Secom. Ele e o secretário já vinham conversando nas últimas semanas. Fona relatou ainda que foi orientado pelo ministro a trabalhar de forma conjunta com o porta-voz de Bolsonaro, Otávio do Rêgo Barros.

Fonte: Portal IG