Número de servidores expulsos por atos ilícitos é o maior dos últimos 15 anos

Ascom/CGU

O governo federal expulsou, até novembro deste ano, 566 servidores públicos por conta de práticas irregulares. Trata-se do maior número de expulsões de toda a série histórica, iniciada em 2003, segundo informou nesta quarta-feira (12) o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU).

De acordo com o balanço da CGU, os atos relacionados à corrupção foram o principal motivo das punições a servidores do governo federal, com 371 penalidades (65,5% dos casos). No ano, foram 467 demissões de servidores efetivos; 73 cassações de aposentadorias; e 26 destituições de ocupantes de cargos em comissão. De 2003 a novembro de 2018, foram expulsos 7.281 servidores.

Os números constam de balanço divulgado nesta manhã, em Brasília, na esteira das celebrações ao Dia Internacional contra a  Corrupção. O mesmo relatório revela que ações de combate e prevenção à corrupção e má gestão no governo federal resultaram na recuperação de R$ 7,23 bilhões aos cofres públicos neste ano – R $ 2,62 bilhões a mais que em 2017 . A cifra bilionária representa a maior economia efetiva decorrente de auditoria e fiscalização desde 2012.

De acordo com a apresentação do ministro Wagner Rosário, as chamadas operações especiais foram as principais responsáveis pela recuperação recorde neste ano. A  CGU realizou 33 operações de combate à corrupção neste ano, em parceria com órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF).

O valor de R$ 7,23 bilhões recuperado aborda medidas como o cancelamento de licitações ou contratos, a recuperação de valores pagos indevidamente e a redução de custos. Somente com a suspensão de pagamento continuado indevido no âmbito do INSS, foram economizados R$ 5,8 bilhões. O número se refere à identificação e posterior cancelamento de 96 mil benefícios pagos a beneficiários já falecidos.

Além dessas medidas, também resultaram na recuperação de valores a assinatura de três acordos de leniência em 2018: Odebrecht (R$ 2,72 bilhões), SBM Offshore (R$ 1,22 bilhões) e MullenLowe/FCB Brasil (R$ 53,1 milhões).

Esses acordos foram firmados pela CGU, em conjunto com outro órgão do governo federal, a Advocacia-Geral da União (AGU), com base na Lei Anticorrupção. De acordo com o Ministério da Transparência, outros 20 acordos estão em negociação, sendo três próximos da assinatura.

Fonte: Portal IG