Vai viajar para o exterior? Saiba qual o melhor período para comprar dólar

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Antes de viajar para o exterior, o ato de comprar dólar é uma preocupação constante dos brasileiros, principalmente nos períodos em que o real está desvalorizado. Para isso, é necessário que haja planejamento para garantir os melhores preços.

De acordo com Gelson Walker, diretor da Tô Indo Viagens e especialista em turismo, o pior momento para comprar dólar é quando o câmbio é realizado de última hora, geralmente na véspera da viagem. “Assim como quando fazemos as coisas na correria, seja pela falta de tempo ou outro motivo, tendemos a fechar um mau negócio”, explica.

Nesse caso, como consequência, é preciso realizar a compra independente dos valores. Para ajudar – e se ainda houver tempo disponível, uma opção é verificar a média dos últimos três meses para se obter um comparativo e adquirir o dólar quando perceber que o valor está dentro desse resultado.

Em caso de uma viagem planejada, a recomendação é se programar e comprar a  moeda estrangeira nos meses que a antecedem, segundo explica o especialista.  De acordo com ele, o ideal é ir adquirindo aos poucos. “Não precisa, necessariamente, ser em uma data fixa, mas quando a moeda estiver menos valorizada, para conseguir lucrar”, esclarece.

Walker ainda ressalta que outra opção é, conforme a viagem for se aproximando, aumentar a quantidade que está comprando. “Desta forma, é possível ganhar na média da cotação e se planejar melhor”, diz.

Comparar preços nas casas de câmbio e nas instituições financeiras é uma opção que, sem dúvidas, deve ser praticada com frequência. “O preço de venda da moeda é determinado por um banco ou casa de câmbio, levando em consideração a taxa que estes agentes cobram por disponibilizarem a moeda estrangeira que você pretende comprar”, expõe o diretor.

A comparação deve ser feita para poder avaliar as melhores ofertas – e também as possíveis promoções que podem ser realizadas. Afinal, cada lugar tem a sua cotação. “Portanto, se a compra é feita por R$ 3,50, por exemplo, certamente irá vender por, no mínimo, R$ 3,80 – e, por isso, é importante verificar no mínimo em duas casas diferentes. A diferença entre elas pode variar em até 30 centavos”, fundamenta.

Uma dúvida muito comum é sobre as alternativas para arcar com os gastos durante a viagem. Uma das possibilidades é o cartão pré-pago, que oferece segurança. Além disso, em caso de emergência, dá para pedir socorro e solicitar a recarga. “Ele é um excelente controle para pais que deixam seus filhos viajarem sozinhos, sendo possível controlar suas despesas”, diz Walker.

O dinheiro em espécie, por sua vez, tem o valor do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) menor e pode ajudar nas compras em estabelecimentos que não aceitam cartão. Para ficar mais seguro, separe um pouco em cada lugar e, se possível, mantenha uma parte guardada no cofre do hotel.

No geral, a recomendação ao comprar dólar é adquirir os dois meios de pagamento – e, assim, evitar passar por imprevistos.

Fonte: Portal IG